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1/10/2009 Depois de muita luta, Escola 25 de maio garante recursos para ampliação

A Escola Agrícola 25 de Maio, no assentamento Vitória da Conquista, em Fraiburgo (SC), foi contemplada com R$ 3,15 milhões do Programa Brasil Profissionalizado. Desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), o programa visa à modernização e expansão de redes públicas de ensino médio integrados à educação profissional.

 

O deputado Padre Pedro afirmou que os recursos são uma conquista da organização e da luta de estudantes e educadores da Escola, que há tempo buscam apoio para a ampliação. Segundo o parlamentar, além de um modelo de trabalho com resultados incontestáveis, a Escola adota uma linha de educação voltada à autonomia dos seus estudantes, cujo resultado é uma prática "cidadã" de ensino.

 

De acordo com o educador da escola agrícola, Matheus Mohr, um projeto apresentado pela própria escola, e intermediado pela Secretaria de Estado da Educação, garantiu a verba. O dinheiro será repassado em etapas. Na primeira, R$ 1,1 milhão, para a construção de laboratório de informática, com Internet, compra de equipamentos para cozinha e refeitório (já construído), edificação de laboratório de topografia e desenho técnico e, também, laboratório de solos.

 

Nas etapas seguintes, com os recursos disponíveis, a Escola Agrícola construirá alojamentos (masculino e feminino), agroindústria, ginásio de esportes e laboratórios de química, física e biologia, entre outros.

 

Origem

A Escola Agrícola 25 de Maio foi construída em 1988, com recursos da superintendência regional do Incra de Santa Catarina. No início, oferecia apenas o ensino fundamental e, mais tarde, com a inserção de cursos profissionalizantes, foi absorvida e ampliada pelo Governo do Estado. Hoje a escola agrícola é referência de ensino fundamental e técnico na região, atendendo a mais de 280 estudantes, assentados ou não.

 

Das duas turmas de curso técnico em Agroecologia atualmente oferecidas pela instituição de ensino, uma foi formada com recursos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), a partir de um convênio firmado com o Incra/SC, em dezembro do ano passado. A expectativa é de que em mais dois anos, os 50 educandos beneficiados com o convênio estejam formados. A outra turma, composta por 35 alunos, faz parte da atividade regular da escola agrícola.

 

Os cursos de agroecologia são ministrados em períodos distintos. No primeiro, denominado tempo escola, os estudantes dedicam-se exclusivamente ao contato com os conteúdos dentro da escola. No outro, denominado tempo comunidade, os alunos retornam às suas casas para a aplicação dos conhecimentos com os quais tiveram contato.

 

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Com informações do Incra

 

Fonte: www.padrepedro.com.br